Trabalho com educação no Ensino Fundamental e Médio. Sou professora de Língua Portuguesa. Através desse blog pretendo abrir um espaço para discussão e análise de questões que possam ajudar as pessoas que pretendem conquistar seu futuro através de uma educação de qualidade!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Linguagem Informal
Esse texto foi escrito em linguagem informal, exatamente para que o leitor identifique a diferença entre linguagem informal (a maneira como se fala) e linguagem formal (adequada às regras gramaticais).
"Sapassado, era sessetembro, taveu na cuzinha tomano uma pincumé e cuzinhando um kidicarne com mastumate pra fazê uma macarronada cum galinhassada.
Quascaí de susto quando ouvi um barui vindo de dendoforno, parecenum tidiguerra.
A receita mandopô maidipipoca dendagalinha prassa, o forno isquento, o mistorô e ufifó da galinhispludiu!
Nossinhora! Fiquei branquinem um lidileite. Foi um trem doidimais! Quascaí dendapia! Fiquei sensabê doncovim, proncovô, oncotô.
Oiprocevê quilucura! Grazadeus ninguém simachuco!"
Artigo de opinião
Trata-se de um tipo de texto onde expõe-se o ponto de vista, defende-se uma opinião através de argumentos, exemplos, estudos científicos.
Artigo de opinião é um texto escrito sobre um assunto onde o leitor deve ser convencido de seu conteúdo. As palavras devem ser escolhidas e estarem ortograficamente corretas, para dar credibilidade ao leitor.
Os temas, em geral, são polêmicos, assuntos que estejam em alta e na mídia.
A leitura do Almanaque Abril recebido pelos estudantes faz-se necessário e de grande ajuda para atualização dos assuntos mundiais em alta.
A estrutura não deve ser muito diferente do que vocês estudaram sobre dissertação.
- Como na dissertação nunca deve usar as expressões: "eu acho", "na minha opinião", "para mim";
- Não use abreviações próprias da Internet (vc, tbm, blz);
- Não use gírias ou palavras inadequadas ao tema;
- Não use exemplos pessoais, de conhecidos ou parentes.
Profª Maria Cláudia
Pontuação
VÍRGULA: Usa-se:
1. Para separar o nome do lugar e a data.
Jundiaí, 23 de outubro de 2008.
2. Para isolar o vocativo.
Meu filho, volte logo.
3. Para separar termos que exercem a mesma função na oração.
Pedro, Maria e eu fomos ao cinema.
4. Para isolar o aposto.
Você conhece Fortaleza, a capital do Ceará?
5. Para separar o adjunto adverbial (quando ele vier antes do verbo).
Tarde da noite, eles apareceram.
6. Antes das conjunções e, nem, ou, quando vierem repetidas.
E chegava, e sorria, e encantava a todos.
7. Para separar elementos repetidos.
Para ele tudo era: eu, eu, eu.
8. Para indicar elipse (quando um termo está implícito) – principalmente o verbo.
Uns diziam que havia se casado, outros, que viajara.
9. Para isolar expressões explicativas: a saber, isto é, por exemplo, ou seja, ou melhor.
Vieram três, a saber, Carlos, Rubens e Luís.
10. Para separar orações coordenadas assindéticas.
Vim, vi, venci.
11. Para separar orações coordenadas sindéticas:
a) adversativas: mas, porém, contudo;
b) conclusivas: logo, portanto;
c) explicativas: que, pois.
a) Virá, mas não chegou ainda.
b) Você se esforçou, logo teve bom resultado.
c) Não chores, que estarei ao seu lado.
OUTROS SINAIS DE PONTUAÇÃO
Dois-pontos : Servem para introduzir o que se vai dizer;
Indicar uma enumeração.
Aspas “ “ Servem para indicar a fala de uma personagem;
Palavras estrangeiras, gírias;
Ironia;
Nome de livros ou artigos.
Travessão - Indica no diálogo a fala da personagem;
A mudança da fala da personagem para o narrador;
Um comentário do narrador.
Reticências ... Indica suspensão do pensamento;
Breve hesitação ou prolongamento da idéia.
Parênteses ( )Servem para intercalar palavras e expressões explicativas ou acessórias na frase.
Fonte: (GIACOMOZZI, Gílio. Descobrindo a Gramática, São Paulo: FTD,1992)
Estrutura poética
Versos: Corresponde a uma linha do poema.
Estrofe: Conjuntos de versos de um poema.
Classificação das estrofes:
De acordo com o número de versos, as estrofes classificam-se em:
Dístico: dois versos;
Terceto: três versos;
Quadra ou quarteto: quatro versos;
Quintilha: cinco versos;
Sexteto: seis versos;
Sétima: sete versos;
Oitava: oito versos;
Nona: nove versos;
Décima: dez versos.
Soneto: Poema com estrutura fixa, composto por dois quartetos e dois tercetos.
Métrica: É contada pelo número de sílabas poéticas, ou seja, o número de sílabas, desconsiderando as átonas, e contando até a última tônica.
Classificação da Métrica:
De acordo com o número e sílabas, a métrica classifica-se em:
Monossílabo: uma sílaba
Dissílabo: duas sílabas
Redondilha menor: Cinco sílabas
Redondilha maior: Sete sílabas
Decassílabo: Dez sílabas
Alexandrino: Doze sílabas
A partir do Século XX os poetas criaram o Verso Livre, que não obedece a nenhuma regularidade métrica.
Ritmo: É a marcação melódica que nasce da alternância entre sílabas acentuadas e não acentuadas. Outro recurso comum do ritmo é o uso de repetições fonéticas, figuras de linguagens, comum em poemas.
Figuras de Linguagens comumente encontrada em poemas:
Aliteração: Repetição de fonemas idênticos;
Metáfora: Comparação sem o uso de elemento lingüístico (como), em geral, exagerado;
Estrutura do texto dissertativo
“A dissertação é um tipo de texto na qual expomos nossas idéias gerais, seguidas da apresentação de argumentos que as comprovem.”
TEMA: Assunto do qual trata o texto, ou seja, a idéia que será defendida ao longo da explanação.
TÍTULO: A expressão, geralmente curta, colocada no início do trabalho, uma referência ao assunto que será abordado.
ESQUEMA BÁSICO DE DISSERTAÇÃO
Uma dissertação é composta por Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.
Geralmente, é dado um tema para ser explorado na produção textual.
O primeiro passo deve ser encontrar os argumentos. Para isso faça a pergunta POR QUÊ ao tema. As respostas a essa pergunta trará os argumentos necessários para a produção do texto.
Uma dissertação deve ter dois ou três argumentos.
Introdução: Deve ser composta pelo tema + argumentos (nessa parte os argumentos devem ser apenas mencionados).
Os conectivos pois, além do mais ajudam a ligar os argumentos entre si e ao texto.
Os conectivos pois, além do mais ajudam a ligar os argumentos entre si e ao texto.
Desenvolvimento: Nessa etapa, cada argumento encontrado será explicado em um parágrafo, lembre-se que os argumentos foram localizados através da pergunta POR QUÊ?
A conexão entre os parágrafos podem ser feitos através dos conectivos: Embora, além disso, outra preocupação, ainda convém lembrar, em conseqüência disso.

A conexão entre os parágrafos podem ser feitos através dos conectivos: Embora, além disso, outra preocupação, ainda convém lembrar, em conseqüência disso.

Conclusão: O último parágrafo deve iniciar com uma expressão que remeta ao que foi dito nos parágrafos anteriores (segue lista abaixo). Nesse parágrafo deve aparecer após a reafirmação do tema, uma observação final, ou seja:
expressão inicial + reafirmação do tema + observação final
Algumas sugestões de expressão inicial: dessa forma, sendo assim, em vista dos argumentos apresentados, em virtude do que foi mencionado, assim, levando-se em conta o que foi observado, por todas estas idéias apresentadas, tendo em vista os aspectos observados, por tudo isso, dado o exposto.
(GRANATIC, Branca. Técnicas Básicas de Redação. 2003. Scipione.São Paulo.)
sábado, 8 de setembro de 2012
Campanha pela valorização da obra de MONTEIRO LOBATO
Campanha pela valorização da literatura.
Querem reduzir MONTEIRO LOBATO à cinzas...
Cabe ao professor explicar o contexto de quando a obra foi produzida, e reverter a visão racista interpretada pelos leitores do CONSELHO NACIONAL DA EDUCAÇÃO.
Que vença o MEC que pede a reconsideração da decisão.
Afinal, decisões como essa nos faz regredir na autonomia de interpretar os textos que lemos; lesa nosso direito de escolha e ainda mascara a suposta proposta do Governo em criar uma escola com educação autônoma!
#PRONTOFALEI
http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/09/08/supremo-faz-audiencia-para-discutir-polemica-sobre-racismo-na-obra-de-monteiro-lobato.htm
terça-feira, 4 de setembro de 2012
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